A utilidade da leitura

Vânia Moller
11 de julho, 2022
Para muitos, ler pode ser atividade que demanda esforço, pois talvez não tenham o hábito de ter o foco voltado a textos, artigos, revistas, livros e tantos outros documentos que possam ser úteis.
Sim, estamos aqui para falar da utilidade da leitura. Porque ler é papel fundamental para expandir memórias, conhecimentos e para se munir de outras ferramentas que faltam para um bom raciocínio.
O filósofo Epicuro (341 a.C.-270 a.C.) foi quem definiu, pela primeira vez, que utilitarismo é a junção do que é bom e útil. Contudo, a corrente utilitarista reconhecida no mundo se formou somente a partir do século XVIII, com teses de pensadores ingleses que se dedicaram a entender e definir este conceito.
O utilitarismo retira a qualidade de “fim” como no caso de objetos, que são usualmente construídos somente para determinados fins. A razão desta exclusão se justifica na medida em que a utilidade de algo pode ir muito além de determinada finalidade.
Assim ocorre com os pensamentos, com as ideias, com a junção de palavras, com a exposição de abstrações em forma de textos. Eles têm inúmeras finalidades, pois podem ter várias interpretações. É comum que livros, mesmo ficcionais, não sejam construídos pensando em um único tipo de leitor. Para cada um, há uma utilidade diferente. Justo porque somos indivídudos únicos, com sentimentos e posicionamentos particulares.
Então, se alguém não tem o costume de ler, aqui vai a dica: escritos podem surpreender e superar expectativas, podem abrir um leque de possibilidades antes não imaginadas.
Ler é útil para estar no mundo, para compreender por si próprio como as coisas são. A boa leitura atiça o pensamento crítico e afasta as pessoas de conclusões rasas e de opiniões de outros que, talvez, não tenham sido fruto de bons raciocínios.
